| R. Honório de Lima , 72 4200-321 Porto | |
| Tel/Fax: 22 550 81 54 Telemovel: 93 241 65 90 | |
| E-mail: pab@apa.pt |
|
|
Especializado em mobiliário e obras de arte portuguesa e indo-portuguesa dos séc. XVI, XVII e XVIII. Porcelana da China e obras de arte dos séc. XVI ao XVIII. Avaliamos e peritamos antiguidades e obras de arte para efeitos de partilhas e seguros. |
Specialized in Portuguese and Indo-Portuguese furniture and works of art - 16th, 17th and 18th centuries; Chinese porcelain (Portuguese armorial) and oriental works of art 16th to 18th centuries. We provide valuation services. |
|
|
| "PORTINGALE CUP" | ![]() |
| Portugal | |
| Prata dourada | |
| Circa 1525 | |
| 274mm. 824gr. | |
| Proveniência: |
|
| Aparece
com o nº 114 no catálogo da venda de Thomas Taylor, Esq. of Chipchase
Castle, Northumberland, efectuada por Messrs. Christie, Manson &
Woods datado de 28-6- 1938. |
|
| Taça de prata dourada, constituída por base em forma de trompete, corpo quase esférico e tampa pseudo cónica encimada por esfera com cabeça de leão heráldico. | |
| Completamente decorada por meios medronhos aplicados em reservas finamente gravadas em forma de losango. Apesar de ser Portuguesa e do primórdios do século XVI, ostenta marcas de fabricante "RB", Londres de 1626. Esta mesma marca de fabricante aparece em duas pratas Alemãs enviadas como presentes ao Czar, no séc. XVII, como nos conta C. Oman. | |
|
Este mesmo autor dá-nos conhecimento de uma salva indubitavelmente Portuguesa que ostenta marcas de Londres de 1606 num interessante artigo publicado na revista Conoisseur de Dezembro de 1948 intitulado "A Rare Hallmarking Anomaly", afirmando: "It seems clear that the goldsmith who owned this mark, besides carrying on a manufacturing business had a side-line in foreign plate which he sponsored through the assay-office at Goldsmith's Hall, in order that it might be legally sold in England." |
|
|
Charles Oman conhecia quatro exemplares, actualmente mais duas foram descobertas sendo seis o número total de
"Portingalle Cuppes" conhecidas. Nenhuma possui marcas exceptuando a aqui referida. Das seis inventariadas duas pertencem a museus: uma ao Museu Nacional de Arte Antiga , Lisboa e a outra ao Museu Victoria & Albert, Londres. |
|
|
|
|
![]() |
|
| NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO | |
| Goa | |
| Marfim e Sissó | |
| Século XVII | |
| 505x210x210mm. 4460gr. | |
| Representação extraordinária de Nossa Senhora da Conceição, não só pelas dimensões mas sobretudo pela riqueza plástica da composição e esmero escultórico. | |
| A Virgem encontra-se de mãos postas e cabeça ligeiramente levantada para o céu, com o crescente a seus pés que pousam no globo terráqueo enrolado pela serpe e sustentado por três anjos orantes, ajoelhados sobre base triangular, de sissó com filete éburneo embutido, de cantos cortados, por sua vez assente em três pés de acantos. | |
| De parecida iconografia só conhecemos a Virgem do Museu de Portalegre, proveniente do Convento de S. Bernardo, de inferior qualidade artística. | |
| O rigor escultórico é verdadeiramente impressionante, mormente no tratamento capilar. | |
|
|
|
![]() |
|
| FIDALGO PORTUGUÊS | |
| Seguidor de Anthonis Mor von Dashorst. | |
| Óleo sobre tela. | |
| Circa 1600. | |
| 533 x 457 mm. | |
| Proveniência: |
|
| Retrato de Nobre Português, de meio corpo, segurando com a sinistra uma espada dourada, tendo a curiosa peculiaridade de ao pescoço usar uma corrente, de ouro, de cinco voltas com uma moeda, também de ouro sendo a conhecida "moeda de português" ou "português de ouro", mandada cunhar pelo Rei D. Manuel I. | |
| A importância destas moedas em todo o mundo dos séculos XVI e XVII foi enorme, citando José de Arez Romão: " até àquela data,nenhum estado europeu cunhara uma moeda daquele tamanho. Efectivamente, o Português de Ouro constitui uma afirmação de poderio económico e de soberania, pois a própria moeda continha a inscrição dos territórios além África, a que os navegadores portugueses chegaram por mar, Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia." . | |
| Esta moeda ostenta no anverso o nome e títulos de D. Manuel I, numa extensa legenda, duplamente circular, envolvendo as Armas de Portugal e no reverso, que é como aqui se apresenta, uma grande cruz da Ordem de Cristo, orlada pela legenda " In Hoc Signo Vinces" que como, amplamente, se sabe quer dizer "com este sinal vencerás", palavras com que Cristo falou a Constantino. | |